그의 충실한 개?

I only exist because of you. I'll protect you, be faithful and take my chances if necessary. ----- 私がしたい I'm your D O G~ My life has no more sense if you do not want me.

私の犬です!: 02ゲーム: Game of Partners.

tsundere-youkai:

inu-youkai:

tsundere-youkai:

Bem vindos ao primeiro Jogo dos Parceiros do Ayakashi Kan! – Jogando confetes para todos os lados do enorme jardim da mansão, Natsume segurava um microfone que sequer estava ligado e fazia a “abertura” do tal jogo o qual Miketsukami deu a idéia. – Jogo dos Parceiros? – Ririchiyo se…

Comemoraram a conquista do primeiro ponto. Na verdade, só mesmo Miketsukami fez isso, afinal, o resto de todas as pessoas presentes ali continuavam com um olhar que mostrava o tamanho do tédio em estarem participando daquele jogo e sequer diziam algo, era como se nada fizesse diferença; ganhar ou perder, nada importava. Após a menor responder, Natsume anunciava qual seria a próxima dupla escolhida para ter sua vez, gritando naquele microfone desligado e girando no meio do jardim como se estivesse ao som de alguma música típica de programas com perguntas e respostas se achando algum apresentador; mas na realidade, só o barulho dos animais entre as árvores serviam como melodia para o animado homem. Depois de alguns segundos, ele finalmente voltava para ”o jeito normal” e gargalhando, avisou do turno de Nobara e Sorinozuka: ambos suspiravam, e enquanto ele levantava-se preguiçosamente, a mulher já começava a reclamar de seu jeito despreocupado e totalmente distraído em meio a um jogo, já ameaçando-o de que caso errassem por sua culpa, iria atacá-lo sem pensar. – Com certeza iremos ganhar, Ririchiyo-chan … nee? – Falou em tom baixo, discretamente unindo seus dois dedos menores e sorriu, passando com certo charme o otimismo.Sendo meio ignorado por ela - que só o olhou com indiferença -, ele novamente voltou a chamá-la e alertou sobre o trato de ambos que caso vencessem, iria dar as fotos que tirou na noite passada quando a flagrou saindo do banho só com uma toalha envolvendo seu pequeno corpo. – Heh~ – Gargalhou em tom baixo, vendo sua reação que finalmente mostrava algo mais que a seriedade de antes, talvez causada pelo modo que ele utilizava em tirar as informações do youkai de Watanuki para saber o que havia dentro da caixa. Voltou a olhar para a outra dupla, e notou o preparamento de Natsume para fazer a questão seguinte. Ele pegava um papel em seu bolso e sem conter a animação com tudo aquilo, escrevia rapidamente uma questão e deixou todos com raiva dele nem ter algo já préviamente feito, mostrando como era improvisado e mal feito o jogo. – Hum … hum … – Tentava pensar no que dizer. Com um grito mais alto que antes, Nobara mais uma vez reclamava sobre a sua demora e por não querer mais participar, iria se declarar desclassificada quando foi no meio de suas palavras interrompida pelo próprio e logo se calou, ouvindo o que ele tinha para dizer. – AAAAAAAH! Bem! Seu companheiro deverá dizer qual é a cor de seus olhos. Muito fácil, eu seeeei, por isso, aproveitem. Yay! – Simplesmente nada. Sorinozuka coçava sua cabeça mostrando não se importar com nada que estava havendo no imenso jardim da mansão e com seus olhos fechados, parava para pensar e com isso, foi xingado várias vezes pela mulher que ficava surpresa e irritada por ele não saber nem esse detalhe; Watanuki gargalhava e Roromiya dócilmente pedia para que ele parasse, mastigando um pão de queijo e quieta, não se destacava nem um pouco entre eles. O ”falso apresentador” logo pressionava-o e batia seus pés na grama, representando o que seria o barulho do relógio correndo cada vez mais rápida e era encarada por ela. – Já sei. – Silêncio. Curiosos para saber se realmente após alguns minutos de longo e concentrada reflexão ele acertaria, calmamente o moreno - sem tirar as mãos das longas mechas de cabelo - se pôs a frente e quase parando, começou a falar. – É … verde. Eu acho.

”C-O-M-O V-O-C-Ê-ERROOOOOOOOOOOOU!!” - A reação não podia ser diferente. Mas mesmo que o tom grave da voz impedisse que o ouvissem, Natsume sem preocupações deu a resposta certa, e sorrindo, dizia para a dupla dos menores que por serem um ”adorável casal”, daria pontos para ambos sem pergunta alguma e rapidamente passava o turno para MiketsukamixRirichiyo. No mesmo momento, cínicamente o mordomo esboçava um sorriso de canto e de frente para as acusações de Watanuki que repetia sem parar sobre tudo aquilo não passar de uma manipulação entre os dois e apontar em sua direção. – Hai, hai. Vamos, Ririchiyo-sama? – Todo o seu jeito menosprezador era capaz de piorar o estado de raiva do menor, que acalmado pela garota, continua chamando em tom bem baixo, porém audível, o youkai de ”raposa maldita”. Com passos desinteressados, a outra sem emoção alguma pediu para que Natsume logo dissesse a próxima pergunta esperando que viesse algo meio idiota ou fútil, mas … – Claro! Quais são os três passatempos do Sou-Taaaaaaan? ♥ – A respondeu, e quando citou o nome do maior, logo ficava como se estivesse falando a melhor coisa que poderia. Percebia na mesma hora como suas bochechas se coravam e a vergonha era tão explícita, que acabava pondo a mão em todo o espaço da sua face e olhava para o chão. ”Ah … é isso.” - Bom, tudo estava correndo como ele queria, aquele jogo indesejado só servia como parte do plano dele para uní-los de forma que ao mesmo tempo desfocasse sobre a revelação de seu passado. Um pouco aproveitador, não é? Mas pelo menos não faria um malpara Ririchiyo. Sorrindo, intencionalmente o mordomo curvava-se perto da entrada de seu ouvido e ansioso para qual seria a resposta - imaginando que talvez ela nem faria idéia -, a cutucou. – Ririchiyo-sama?

– S-Seria … Limpar, me ajudar e passar o tempo em frente à internet? Ou tirando fotos? – Seu rosto estava totalmente vermelho e ela estava gaguejando. Para piorar, houve um breve silêncio constrangedor e, em seguida, todos passaram a rir da resposta dada pela menor; exceto por Miketsukami que continuava a encará-la e notava a forma que ela ficou logo após. Seu coração cada vez mais disparado, abaixava sua cabeça e virava-se de costas para Natsume e seu mordomo fechando as mãos em punho. – Já chega deste jogo ridículo! – Assim que Miketsukami mais uma vez chamou por ela, encostando suas mãos em seus ombros, ela rapidamente virou-se com raiva e gritou. – Fique com essas porcarias de fotos! – Escondendo sua expressão envergonhada e magoada com sua franja, empurrou todos que se atreveram a tentar pará-la e correu para dentro da mansão. Não sabia por quê se sentia tão … Envergonhada e, sem nem mesmo notar, começou a chorar. Ririchiyo não era daquele jeito … O que estava acontecendo? E quanto mais se perguntava, mais enfurecida e magoada ficava por nunca saber a resposta. Não sentia-se nada bem por ter gritado daquela forma com seu mordomo, ainda mais agora que se tornaram mais íntimos com a verdade do outro contada … Ainda assim, não queria de forma alguma voltar para aquele jardim e desculpar-se. Por que todos começaram a rir daquela forma? Correndo para um dos elevadores do salão principal, rapidamente apertava o botão do quarto andar e, cruzando os braços, encostava sua cabeça sobre a parede do elevador. Assim que a porta se abriu, retirou-se e notou que logo se fechou, vendo que alguém de baixo chamou e, provavelmente, seria Miketsukami mais uma vez atrás. Tratou de correr logo para seu apartamento e trancar a porta e fechar as cortinas sobre a janela, evitando qualquer luz dentro da sala e seu quarto. Com a respiração mais pesada, ela se dirigia para seu quarto onde sentava-se na cama e começava a retirar sua roupa, trocando-a por apenas uma longa camisa branca de se abotoar que sempre usava para dormir, sem mais nada por baixo além de sua roupa íntima. No banheiro, pegou um pouco de água com as mãos e jogou sobre seu rosto, limpando todas as lágrimas e “renovando” sua face. Após secar-se, correu para a cama onde enrolou-se no cobertor e escondeu-se totamente, deixando apenas vários fios de seus longos cabelos para fora. “Você não devia se importar, Ririchiyo!” ela repetia para si mesmo por baixo do cobertor, “Pare de chorar por bobeira dos outros!”. Enquanto dava conselhos não muito úteis para si mesma, ouvia algumas batidas sobre a porta; provavelmente seria seu mordomo, sempre querendo acompanhá-la em todos os momentos, inclusive este após a vergonha que passou com aquela resposta tão … Estúpida. “Se ignorar, ele pode acabar indo embora …” sussurrou, encolhendo-se mais sobre o cobertor. “… Ririchiyo, idiota! Mesmo após conhecer todo seu passado, não soube responder uma pergunta tão idiota como aquela” e novamente voltou a chorar, lembrando-se das risadas. Ainda lembrava-se da expressão de Miketsukami logo após responder, sem seu sorriso de antes e ignorando todas as risadas. Por fim, a resposta certa era sempre estar ao lado de Ririchiyotirar fotosdela sem que notasse pensar nela em um futuro juntos.

– ME DEIXE DORMIR! – A garota gritou após ouvir mais batidas sobre a porta que logo pararam. Silêncio. Porém, logo ouviu barulho de chaves e, então, após a porta ser destrancada a maçaneta lentamente era virada e o mordomo finalmente entrava em seu apartamento sem a permissão clara da garota. Ouviu os passos cada vez mais próximos do quarto e, escondendo-se de forma inútil por baixo do cobertor, nem mesmo quis ter a visão de quem era ou ter certeza que era Miketsukami. Seja lá quem fosse … Conseguiria se virar sozinha.

Mesmo sabendo que seria recusado e mandado para fora onde Ririchiyo estivesse, o mordomo tentaria o máximo desejando mudar aquilo. Deixando que eles continuassem rindo e Natsume anunciando um empate entre os dois times (junto com Watanuki e a outra menor) dando como fim e encerrado com tamanha alegria que deixava óbvio que não importava-se com o que tinha acabado de acontecer, porém, não era apenas o próprio agente, os outros não a conheciam como Miketsukamitinha noção e achavam que aquilo fosse apenas uma reação envergonhada. Preocupado, a seguiu sem que ninguém viesse atrás e pegou o caminho em direção ao seu quarto - impressionante a forma em que o mordomo já préviamente deduzia com total certeza para onde ela iria, sem dúvida alguma em seu rumo - pelo elevador, apertando algumas vezes os botões do número daquele andar exato. Passados poucos segundos, conseguia subir e correndo, pegou a saída e se deparava com a porta dela já fechada; girou a maçaneta e forçou a entrada, chamando pelo seu nome e sendo ignorado inúmeras vezes. Pelo fato daquilo ter sido realmente sério, o maior optou por não fingir choro e gritar melancólicamente para ser atendido, afinal, a garota tinha total noção de todos seus fingimentos e o modo que usava para atrair ou conseguir o que desejasse, sendo assim, mesmo que ele tenha falado e admitido sobre seu arrependimento pelas coisas do passado, mostraria de vez e iria encarar o que ficou pendente - eles dois, é claro, a intimidade de ambos tinha crescido de forma drástica desde a reveleção das cartas - sem mascarar com jogos ou qualquer coisa que viesse em sua cabeça. Ouvindo, de repente, a expulsão e a ordem de que a deixasse dormir e fosse para longe, Miketsukami no mesmo momento largou a maçaneta e preferiu não fazer nenhum barulho. ”Eu vou ter que entrar lá por conta própria. Mesmo que eu tenha desejado por tanto tempo que esse dia chegasse, é como se agora eu ainda tenha um temor … droga. Acreditando ou não, vou usar todo o meu sentimentalismo de verdade como …” - Antes de completar a linha de raciocínio, mal se tocou de seu próprio ato: abraçar e chorar por cima do corpo da menor após contar todas as coisas de seu passado sem em hora alguma ter interesse ou agir em cima de um de seus milhares auto-personagens, só com isso, se sentiu encorajado e perdia a desconfiança em si mesmo para entrar lá e realmente demonstrar mais uma vez o que sentia, com uma única diferença: tendo noção. Sua face foi detalhada certeiramente em ambas as bochechas que se tornaram semelhantes da menor, então, um dos primeiros sinais do seu real estado de sinceridade ser óbvio e não atuar por satisfação própria agora era intencional. Assim que tinha visão clareada do quarto, viu Ririchiyo na posição exatada qual havia imaginado em encontrá-la: deitada, com sua roupa de dormir e em baixo de um lençol, sem que quisesse ficar de frente ou que seus olhos cruzassem com de outra pessoa, e sim, apenas com o vazio, além de tentar causar uma sensação de menosprezo e não fazer nada para mudar o que se estabeleceu. Trancando a porta novamente, deixou as chaves ainda na fechadura e cabisbaixo, foi de jeito vagaroso até ela, pensando no que diria sem gaguejar e olhando o chão sem manter sua cabeça para cima. – Me desculpe, Ririchiyo-sama. Por ter aberto a porta, ter ido contra o que foi ordenado e me deixado levar por um desejo desobediente. Mas … assim como eu fui praticamente forçado por você e até pelo Kagerou-sama indiretamente em contar toda a história da minha vida, eu também estou sendo mais uma vez levado em usar meu sentimentalismo que por tanto tempo achei que não existisse. – Ainda sem resposta, mas mesmo assim, não iria parar por isso. Se ajoelhando e sem pretender olhá-la, só ficaria em seu lado na beira da cama e inéditamente, não tomaria decisões inconvenientes. A seriedade foi tomando o clima pela segunda vez desde que estavam a sós. – Obrigado. É, eu tenho que agradecer por ter sido o motivo exclusivo de eu ter me tornado alguém muito diferente do qual eu pensava em ser para sempre. Esse dia se tornou tão especial pela nossa aproximação que prematuramente virou tão íntima e literalmente clara, sem que eu vivesse atrás de segredos. Pelas cartas, você me ajudou e … Ririchiyo-sama, eu não me arrependo desde que tomei a decisão de te proteger. De certa forma, sempre fomos isolados, certo? Sem muito contato com as pessoas, vivendo com tanta vergonha e pensamentos auto-suficientes. Mas se tornou impossível. – De seu bolso, tirou uma carta restante de toda a caixa da qual preservava as que trocaram anos atrás. Não foi uma coincidência feliz; do jeito que era, Miketsukami saberia que com uma pergunta feita por Natsume, talvez resultasse naquilo, seria lógico. Talvez tenha falhado em tentar tão cedo por a garota junto com aqueles que deveriam ser seus amigos, errou em não ter falado com ela antes de tudo, de um jeito que se considerasse o único capaz de mudá-la. – Aqui, Ririchiyo-sama. – Sem olhar, só esticou o seu braço e arrastando sua mão que segurava a carta, pôs o mais próximo - ou que achava que seria - possível do corpo imóvel da menor e voltou para sua posição normal.

Essa carta tem um trecho que falamos sobre a auto-suficiência. E mesmo tão nova, você adorava dizer, mesmo que estivesse por dentro sofrendo, que não via nada demais nas outras pessoas e não gostasse de se juntar. Simplesmente por ter esse adorável hábito de odiar se igualar e ser ousada em frente de qualquer um que fosse. – Gargalhou meio baixo, assemelhando-se mais com um desabafo. – Estávamos tão certos de que isso seria correto, não é? Pois eu mudei, e porque você me notou. Eu serei eternamente feliz e realizado com isso. Você não está sozinha desde muito tempo, até mesmo antes de realizar esse contrato com um mero cão que está ao seus pés e seu lado toda vez nas situações necessárias ou desnecessários. Por favor, Ririchiyo-sama, eu sempre estive te notando de um jeito mais diferente que qualquer um. – Deslizando seus dedos por cima do envelope, com muito cuidado, conseguia sentir a caligrafia da menor pela tinta fixada no papel. – Consegui vê-la por cada traço de sua letra. Daria a honra desse cão também mudá-la, assim como fez com ele? Não se pode viver desse jeito para sempre, e mesmo que eles não lhe entendam completamente, Ririchiyo-sama passará a entendê-los de volta. – Estava se segurando para que não se levantar e abraçá-la depois de tudo dito, parecia impossível não olhar para a sua face provavelmente adormecida ou de jeito meigo o olhando com apenas um olho aberto e não dizendo nada; só querendo dar a impressão de que estaria sendo obrigada a ouvir. Isso tudo o estimulava a falar de uma vez.